Coordenadora da APLB-Sindicato, professora Brasília
O Ministério Público enviou um ofício à Secretaria de Educação do município de Teixeira de Freitas, na segunda-feira, 5 de setembro, solicitando que o secretário Daniel Santos se reúna com a APLB-Sindicato para iniciar as negociações que podem pôr fim a greve dos professores da rede municipal de ensino que já dura oito dias.
O ofício foi enviado depois que a coordenadora do Sindicato que defende os interesses da categoria, professora Brasília, pediu intervenção do Ministério Público no impasse. De acordo com Brasília, os professores têm feito tentativas para iniciar uma negociação a cerca do piso salarial com a prefeitura desde o mês de abril. A reunião solicitada pelo MP acontecerá no dia 13.
Na terça-feira, 6 de setembro, vários professores foram até a Câmara Municipal e também pediram apoio dos vereadores nas negociações. Durante um pronunciamento, a coordenadora da APLB disse que a prefeitura está ameaçando os participantes do movimento, dizendo que vai tirar as 40 horas dos professores que permanecerem em greve.
A categoria também levou à Câmara cópias de contracheque com a renumeração de professores do nível 1, que está a baixo do salário-mínimo, desrespeitando a Lei Federal do Piso, que é de R$ 593,00, por 20 horas e 1.187,00 por 40 horas, para educadores do primeiro nível.
Ela explicou que o salário que foi divulgado no comunicado da prefeitura, de R$ 1.127,01 para 20 horas, é para professores de nível superior e com todas as gratificações incluídas, portanto, ainda assim, o Executivo Municipal ainda estaria infligindo a lei do piso.
A professora Brasília também desmentiu qualquer tipo de acordo em que a categoria não faria reivindicações em 2011, e esclareceu que tudo que foi tratado na ata de novembro de 2010, dizem respeito às perdas salariais e não ao piso.
Presidente da Câmara, vereador Lula
O presidente da Câmara, Luís Henrique Ressurreição de Souza, o “Lula”, disse que a Casa vai apoiar as reivindicações da categoria, e pediu maior parceria das entidades com o Legislativo. Segundo Lula, muitos problemas não são levados logo de início à Câmara, dificultando até mesmo uma negociação futura. Para ele, muita coisa poderia ser evitada se as discussões fossem feitas
Por Sul Bahia News / Uinderlei Guimarães- 08/09/2011- 17:0:06
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