Policia
21/04/2009
Salvador: Polícia Federal prende o filho do ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes
Foragido da justiça desde fevereiro de 2007, o fazendeiro Markson Monteiro de Oliveira foi, finalmente, preso nesta segunda-feira (20) em seu próprio apartamento, bairro da Pituba, em Salvador. Ele estava em companhia da mulher e da filha. Foi preso quando se preparava para passear de carro com a família. Agentes da Polícia Federal que monitoravam o fazendeiro há quatro meses, chegaram ao apartamento no início da tarde e deram ordem de prisão ao foragido, que não resistiu e se entregou. Markson – que é mais conhecido como Marcos Gomes e é filho do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes – está na carceragem da Polícia Federal, em Salvador.
Os advogados já estão em ação e tentam um habeas corpus. Mas a situação do preso é complicada na medida em que ele deixou de atender às duas convocações da justiça, enquanto esteve foragido. Foi, ainda, derrotado em duas tentativas anteriores de revogação da prisão: uma vez pelo Tribunal de Justiça da Bahia e, outra, pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
Marcos Gomes é acusado de ter assassinado o vaqueiro Alessandro Honorato, em dezembro de 2006, durante uma festa na sua fazenda, em Floresta Azul. A vítima teria sido espancada até a morte, depois de ser acusada de roubar alguns pertences da família Gomes. O sumiço do vaqueiro só foi esclarecido dias depois, quando foi descoberto que ele havia sido enterrado como indigente, em Itapetinga, sudoeste do estado.
Além de Marcos Gomes, um amigo dele, conhecido como Mazinho, é acusado de participar do crime. Este continua foragido. Durante este tempo em que esteve escondido foram muitas as especulações sobre o seu paradeiro. Não foram poucas as vezes que testemunhas disseram ter visto Marcos Gomes no sul da Bahia, passeando ou descansando, especialmente em Itabuna e em Olivença, região litorânea de Ilhéus. Mas apesar dos boatos, a polícia garantia que continuava à procura do foragido. E sem pistas. Hoje, em casa e com a família, condições óbvias para se investigar um foragido da justiça, Marcos Gomes não teve saída, senão se entregar.
Da redação TN
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terça-feira, 21 de abril de 2009
OAB quer que deputados devolvam dinheiro público gasto com passagens
21/04/2009 - 17h05 ( - Agência Estado)
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou hoje (21) que pedirá apoio ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, para provocar a atuação do Ministério Público Federal (MPF) na responsabilização de parlamentares que forneceram passagens aéreas de suas cotas para amigos.
"Queremos que haja uma ampla investigação e que o dinheiro indevidamente gasto seja devolvido aos cofres públicos", disse Damous a Agência Brasil. "Essas passagens são de domínio público e não podem ser distribuídas a rodo para socialites, modelos e outras pessoas como se fosse uma quitanda. O uso dessas passagens se mostrou abusivo", acrescentou.
Nas últimas semanas multiplicaram-se denúncias na imprensa de mau uso das passagens por parlamentares. Deputados usaram suas cotas para pagar bilhetes de viagens, inclusive ao exterior, para parentes e terceiros sem vínculo com as atividades próprias de mandato. Os fatos relatados, segundo o dirigente da OAB-RJ, demonstram que o patrimonialismo continua entranhado na vida política brasileira.
Wadih Damous entende que os deputados colaboram para o enfraquecimento da democracia quando não usam os recursos públicos com austeridade. "É mais um episódio que degrada a imagem do parlamento e põe em risco a própria democracia, desta vez com envolvimento de parlamentares que se diziam éticos. A população descrente da autoridade do parlamento é um elemento que pode dar vazão a ações autoritárias", criticou.
No último dia 16, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que a emissão de passagens aéreas ficará restrita a cônjuges, dependentes legais dos parlamentares ou assessores em atividade profissional. Também foi anunciada um redução de 20% do total da verba gasta com passagens, que variava de R$ 4 mil a R$ 18 mil, por mês, de acordo com o estado de origem do parlamentar.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também adiantou que promoverá uma readequação e reestruturação geral de todos os pagamentos feitos pela Casa, como a utilização das verbas indenizatória, de postagem, de impressos e de auxílio-moradia. Os objetivos, segundo ele, é reduzir gastos e garantir maior transparência.
No Senado, após as denúncias, foi cortada a cota adicional de passagens de líderes partidários e integrantes da Mesa Diretora. Foi extinto também o direito que cada senador tinha de receber uma passagem por mês para o Rio de Janeiro.
21/04/2009 - 17h05 ( - Agência Estado)
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou hoje (21) que pedirá apoio ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, para provocar a atuação do Ministério Público Federal (MPF) na responsabilização de parlamentares que forneceram passagens aéreas de suas cotas para amigos.
"Queremos que haja uma ampla investigação e que o dinheiro indevidamente gasto seja devolvido aos cofres públicos", disse Damous a Agência Brasil. "Essas passagens são de domínio público e não podem ser distribuídas a rodo para socialites, modelos e outras pessoas como se fosse uma quitanda. O uso dessas passagens se mostrou abusivo", acrescentou.
Nas últimas semanas multiplicaram-se denúncias na imprensa de mau uso das passagens por parlamentares. Deputados usaram suas cotas para pagar bilhetes de viagens, inclusive ao exterior, para parentes e terceiros sem vínculo com as atividades próprias de mandato. Os fatos relatados, segundo o dirigente da OAB-RJ, demonstram que o patrimonialismo continua entranhado na vida política brasileira.
Wadih Damous entende que os deputados colaboram para o enfraquecimento da democracia quando não usam os recursos públicos com austeridade. "É mais um episódio que degrada a imagem do parlamento e põe em risco a própria democracia, desta vez com envolvimento de parlamentares que se diziam éticos. A população descrente da autoridade do parlamento é um elemento que pode dar vazão a ações autoritárias", criticou.
No último dia 16, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que a emissão de passagens aéreas ficará restrita a cônjuges, dependentes legais dos parlamentares ou assessores em atividade profissional. Também foi anunciada um redução de 20% do total da verba gasta com passagens, que variava de R$ 4 mil a R$ 18 mil, por mês, de acordo com o estado de origem do parlamentar.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também adiantou que promoverá uma readequação e reestruturação geral de todos os pagamentos feitos pela Casa, como a utilização das verbas indenizatória, de postagem, de impressos e de auxílio-moradia. Os objetivos, segundo ele, é reduzir gastos e garantir maior transparência.
No Senado, após as denúncias, foi cortada a cota adicional de passagens de líderes partidários e integrantes da Mesa Diretora. Foi extinto também o direito que cada senador tinha de receber uma passagem por mês para o Rio de Janeiro.
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