Banda Prodígios e Celina Caiçara

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

O DEPUTADO BAIANO MAIS RICO

Assim como foi postado aqui neste site ontem, sobre o patrimônio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), hoje é a vez dos deputados que tiveram seus nomes citados e incluídos na investigação da Operação Navalha, da Polícia Federal (PF). Os parlamentares são alvo de análise sobre a sua evolução patrimonial, em tão pouco tempo. A análise aponta que entre os deputados, o mais rico é o deputado baiano Paulo Magalhães (DEM), pois ao pedir registro de candidatura à Justiça Eleitoral, em 2006, ele teria declarado patrimônio de R$ 14 milhões, enquanto, oito anos antes (em 1998), ele apenas possuía bens no valor de R$ 1,4 milhão. De acordo com a análise feita, é possível dizer que o deputado ficou 900% mais rico nesse período. Entretanto, quem revela maior variação patrimonial nesse período é o deputado federal Olavo Calheiros, irmão de Renan Calheiros (PMDB-AL), com acrésimo de bens num patamar de 4.260%.

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Fátima Couzi depõe e diz não ter mais interesse na vida política

De volta ao Brasil para prestar contas à Justiça, a ex-deputada estadual Fátima Couzi prestou depoimento no início da tarde desta quarta-feira (17) em Guaçuí e afirmou não ter mais interesse em voltar para a vida política. Nos Estados Unidos, onde ficou por pouco mais de um ano, a ex-deputada realizava trabalhos voluntários - e não "biscates", conforme sua família havia informado.
O processo em Guaçuí corria na Justiça desde as eleições de 2002, quando Fátima denunciou uma possível fraude eleitoral da coligação contrária à que era apoiada por ela. Sobre os outros processos a que responde, como o desvio de verbas das diárias da Assembleia Legislativa, a ex-deputada não quis entrar em detalhes - ela chegou a ter a prisão decretada nesse caso e foi considerada foragida.

A audiência desta quarta marcou o fim da ação eleitoral. Dias antes da campanha de 2002, quando Fátima Couzi apoiava o atual prefeito Vagner Rodrigues, ela disse ter recebido uma ligação anônima, sobre uma possível fraude eleitoral, e pediu à Justiça para investigar o caso. O Ministério Público entrou com uma ação para apurar o caso.

Dados pessoais

"O Ministério Público achou estranho ela ter dito, durante o pedido manuscrito que foi entregue à juíza, dados pessoais da pessoa que teria recebido benefício eleitoral. Entendemos que foi uma maneira de prejudicar o outro candidato", disse o promotor Gino Martins.

Em depoimento a juíza Auricelia Oliveira de Lima, da 2ª Vara de Guaçuí, Fátima Couzi afirmou que as denúncias são comuns, e que não foi a primeira que ela as fez em período eleitoral. "Recebi um telefonema anônimo no calor da campanha e, de imediato, fiz uma carta para encaminhar à Justiça. Só pedi que fosse feita a apuração do fato", alegou Fátima.

A audiência durou pouco mais de dez minutos no Fórum de Guaçuí. De acordo com a juíza, a sentença do processo sairá em cinco dias. Durante o depoimento, Fátima Couzi enfatizou que seu endereço fixo será o da casa da mãe, em Guaçuí - onde deve ficar nos próximos dias.

Com colaboração de Vitor Vogas