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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

08/11/2011 Teixeira: Vice-prefeito diz à CPI que vereador e secretário facilitaram liberação irregular de loteamento

Por Jotta Mendes
Teixeira news

Hosmário Ferreira declarou em depoimento na CPI que Garotinho e Flávio Arruda teriam facilitado liberação supostamente irregular do Loteamento Nanuque

Ao prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada na Câmara Municipal de Vereadores para apurar supostas irregularidades na liberação de loteamentos na cidade de Teixeira de Freitas, o vice-prefeito Hosmário Ferreira deixou claro que o Loteamento Nanuque foi liberado de forma irregular, contrariando inclusive parecer, que teria sido elaborado por ele, e pelo procurador do município Rogério dos Santo Soares. O depoimento aconteceu na manhã desta última segunda-feira, dia 07 de novembro.

Em seu depoimento, Ferreira disse que teria emitido parecer, que teria sido solicitado pelo prefeito Apparecido, juntamente com o procurador do município Rogério dos Santo Soares, onde se manifestou de forma contrária ao processo de liberação do referido loteamento, em razão de que o mesmo estariam fora da área de expansão urbana, e que contrariaria vários pontos do Plano Diretor Urbano (PDU).

No entanto, o vice-prefeito destacou que foi procurado por diversas vezes pelo vereador Júlio César de Oliveira Cavalcante, o “Garotinho”, que teria lhe pedido para que não fosse tão “duro” na liberação do loteamento, pois para o vereador seria de suma importância o loteamento, mesmo que fosse de forma irregular.

O vice-prefeito, também teria atribuído ao secretário de Infraestrutura Flávio Arruda a responsabilidade pela liberação irregular do loteamento. Para Hosmário, o secretário se comporta como se estivesse à cima da lei, preferindo contrariar o que diz o PDU.

Na mesma sessão, foi ouvido também o corretor de imóveis Raimundo Barcelar, que foi mais um depoente a contrariar o vereador Garotinho, de que o proprietário do Loteamento Nanuque, Tadeu Milbratz, teria dito em reunião da qual Barcelar estava presente de que dois vereadores teriam pedido vantagens para não dificultar a liberação do loteamento.

Com a negativa de Raimundo Barcelar, fica cada vez mais difícil para o vereador Garotinho, provar o que teria dito, uma vez que além de Barcelar, o próprio Tadeu Milbratz teria negado ter dito isso em seu depoimento à CPI. Se não provar o que disse, Garotinho poderá sofrer processo no Legislativo por quebra de decoro parlamentar.

Inclusive ao conversar com nossa reportagem, após as oitivas da CPI realizadas na segunda-feira, o vereador Henrique da Ceplac, confirmou essa possibilidade, mas ressaltou que a decisão será do colegiado, uma vez que o vereador teria ofendido, já que não falou em nomes, todos os vereadores que compõem o Poder Legislativo local.