Para Dilma, mudança na caderneta não vai prejudicar a classe média
Redação SRZD | Economia | 15/05/2009 16:28

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, rebateu nesta 6ª feira (15) as críticas feitas pela oposição de que o governo, ao propor a taxação dos depósitos em poupança superiores a R$ 50 mil, está prejudicando a classe média. "Esta questão de falar que a classe média está sendo prejudicada está tentando encobrir o fato de que tem grandes investimentos acima de R$ 1 bilhão, ou em torno disso, que estavam se deslocando para a poupança", desabafou a ministra.
"Então, vamos botar os pingos nos is. Não é bem a classe media não, né?", disse ela. Segundo a ministra, a medida visa evitar "que o investimento se beneficie da condição de poupança". Dilma informou que, tão logo o governo encaminhe a proposta de alteração da taxação da poupança ao Congresso, vai deflagrar uma campanha para esclarecimento as mudanças. "Vai ter campanha porque é importante esclarecer as pessoas, e não ficar no diz que diz. Quanto mais esclarecido, melhor. Este é um tipo de serviço de utilidade publica", disse.
Embora os dados do Banco Central não apontem crescimento dos depósitos, a ministra disse que a migração dos grandes investimentos para a poupança "não foi identificada só pelo governo". E emendou: "O setor financeiro inteirinho tem conhecimento dele, vários especialistas apontaram isso. Eu não tenho conhecimento em nenhum momento da vida, em qualquer lugar no mundo, de que, havendo possibilidade de se obter maior lucro, o dinheiro não corra para ele".(AE)
Esta matéria foi acessada 42 vez(es).
Comentários
