Banda Prodígios e Celina Caiçara

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Economia
Para Dilma, mudança na caderneta não vai prejudicar a classe média
Redação SRZD | Economia | 15/05/2009 16:28

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, rebateu nesta 6ª feira (15) as críticas feitas pela oposição de que o governo, ao propor a taxação dos depósitos em poupança superiores a R$ 50 mil, está prejudicando a classe média. "Esta questão de falar que a classe média está sendo prejudicada está tentando encobrir o fato de que tem grandes investimentos acima de R$ 1 bilhão, ou em torno disso, que estavam se deslocando para a poupança", desabafou a ministra.

"Então, vamos botar os pingos nos is. Não é bem a classe media não, né?", disse ela. Segundo a ministra, a medida visa evitar "que o investimento se beneficie da condição de poupança". Dilma informou que, tão logo o governo encaminhe a proposta de alteração da taxação da poupança ao Congresso, vai deflagrar uma campanha para esclarecimento as mudanças. "Vai ter campanha porque é importante esclarecer as pessoas, e não ficar no diz que diz. Quanto mais esclarecido, melhor. Este é um tipo de serviço de utilidade publica", disse.

Embora os dados do Banco Central não apontem crescimento dos depósitos, a ministra disse que a migração dos grandes investimentos para a poupança "não foi identificada só pelo governo". E emendou: "O setor financeiro inteirinho tem conhecimento dele, vários especialistas apontaram isso. Eu não tenho conhecimento em nenhum momento da vida, em qualquer lugar no mundo, de que, havendo possibilidade de se obter maior lucro, o dinheiro não corra para ele".(AE)
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Lula chega neste sábado à Arábia Saudita

Publicada em 15/05/2009 às 23h54m
Deborah Berlinck
RIADE, Arábia Saudita - O presidente Lula desembarca neste sábado na Arábia Saudita para uma visita histórica: a primeira de um chefe de Estado brasileiro ao país. Lula vai discutir, essencialmente, comércio e investimentos, num país riquíssimo, que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 260 bilhões de barris.

O choque será grande. Sob um calor de 36 graus, Lula, acompanhado de dona Marisa, vai se deparar com uma paisagem social, política, cultural e religiosa radicalmente diferente. Nesta monarquia do Golfo arábico governada pela mesma família (al Saud) há mais de um século, pratica-se a interpretação mais radical do Islã, o salafismo ou waabismo. A mulher é vista como reprodutora, vive separada dos homens boa parte do tempo e só pode ir à rua inteiramente coberta de preto.

Um jantar oferecido pelo Rei Abdullah bin Abdulazziz al Saud é o primeiro evento. A Arábia Saudita é o maior mercado do Oriente Médio, com 60% do PIB dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, com o qual o Mercosul negocia Acordo de Livre Comércio. O comércio dos dois países é de US$ 5,5 bilhões. O Brasil espera ainda apoio à sua candidatura a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.
16/05/2009 - 00:40 (atualizada em 16/05/2009 00:43)
Governo fraqueja e CPI da Petrobras deve ser instaurada
Cristovam Buarque (PDT-DF) e Adelmir Santana (DEM-DF) foram os únicos parlamentares a desistir do apoio à formação da comissão
Da Redação, com Agência Brasil

A base do governo não conseguiu reunir as seis assinaturas necessárias no Senado para impedir a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pretende investigar as contas da Petrobras. Apenas os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Adelmir Santana (DEM-DF) retiraram suas assinaturas da lista até a meia-noite desta sexta-feira (15).

Portanto, o requerimento será publicado no Diário Oficial do Senado para formação da CPI. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve escolher os nomes para integrar à comissão, caso não haja indicação por parte dos partidos.

>>Senado instala CPI da Petrobras
>>Lula diz que CPI da Petrobras não tem lógica

O objetivo da oposição é investigar a mudança nos critérios contábeis feita pela Petrobras no fim de 2008, o que acarretou um corte de R$ 4,3 bilhões em impostos sobre os cofres da empresa estatal. A CPI também visa esclarecer indícios de fraudes nas licitações de plataformas de exploração de petróleo e suspeitas de desvio de recursos dos royalties do petróleo, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), para prefeituras.

Ao todo, o requerimento do senador Álvaro Dias foi aprovado por 30 parlamentares, contra 27 do documento apresentado por Romeu Tuma, que vetava a criação da CPI.