Banda Prodígios e Celina Caiçara

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

04/05/09 - 08h03 - Atualizado em 04/05/09 - 08h05
Eleição no Senado botou Múcio na mira do PMDB

Da Agência Estado

O PMDB botou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), no alvo dos ataques políticos desde a disputa para a presidência do Senado, no início do ano. Os peemedebistas não perdoam o fato de Múcio ter trabalhado pela candidatura de Tião Viana (PT-AC), derrotado pelo senador José Sarney (PMDB-AP). O que o PMDB quer mesmo é atingir o objetivo definido em um jantar na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), em meados de março. No jantar, que juntou Sarney, três ministros do partido e os líderes do Congresso, ficou acertado que um dos preços pelo apoio à pré-candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a abertura de “um assento permanente” para o partido na coordenação política do governo, alojada no Planalto.

Múcio admitiu ter trabalhado pela candidatura de Viana, mas disse ao EstadonãoverqualquerpressãoporpartedoPMDBparaocuparsuacadeira.“ÉverdadequetrabalheiporTiãoViana,queeraocandidatoúnicodogoverno.OsenadorSarneysóselançou10diasantesdadisputa”,afirmouoministro.AeleiçãoparaocomandodaCâmaraedoSenadoocorreunodia2defevereiroe,deláparacá,MúciotemenfrentadoumaavalanchedecríticastantoporpartedoPMDBcomodoPT.“Masnãovejoessapressãopelomeulugar.ArelaçãonoSenadomelhoroumuito”,amenizouopetebista,quedissenãotemeroataqueespeculativoàsuacadeira.“Quemfazacoordenaçãopolíticadogovernoéopresidente.Eleéograndecoordenador.Euapenascumproasuaorientação”,desconversou.

Na prática, o PMDB ativou a barganha desenfreada por saber que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está interessado em fortalecer o mais rapidamente possível a pré-candidatura de Dilma, garantindo a maior parte do partido ao seu lado. A ação presidencial provocou até movimentos imediatos dos partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS), que também desejam o apoio do PMDB para a candidatura do governador José Serra (PSDB) ao Planalto. Eles procuraram interlocutores peemedebistas para evitar que algum acordo com o governo seja acertado com tanta antecedência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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