Aumenta para 7 número de casos suspeitos de gripe suína no Brasil

Aumentou para sete o número de casos suspeitos de gripe suína no Brasil. De acordo com boletim do Ministério da Saúde, desta sexta-feira, são três pacientes suspeitos em Minas Gerais, dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. Até quinta-feira, o Rio e o Espírito Santo não registravam casos suspeitos da doença. Outros 41 pacientes estão sendo monitorados em 14 estados, por terem sintomas similares ao da gripe suína. Todos os casos suspeitos estiveram em países onde a doença já foi registrada. Nos Estados Unidos, 109 já foram confirmados.
Até quinta-feira, eram quatro casos suspeitos em todo país e mais 42 monitoradas. Os casos monitorados são dois no Amazonas, um no Mato Grosso do Sul, um em Minas Gerais, um no Pará, quatro no Paraná, sete no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina. Em nota, o Ministério da Saúde afirma ainda que 17 casos já foram descartados no país.
A confirmação da doença só deve acontecer em dez dias, após a chegada ao Brasil de reagentes encomendados a laboratórios particulares do exterior.
A pasta afirma ainda que os casos suspeitos são caracterizados por apresentar febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) e tosse, podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dificuldade respiratória e dor de cabeça, musculares e nas articulações. Os sintomas devem ter aparecido até 10 dias após sair de áreas afetadas pela doença ou após ter estado em contato com uma pessoa classificada como caso suspeito de influenza suína. A recomendação para as pessoas que sentem algum dos sintomas e que passaram por áreas afetadas é procurar um serviço público de saúde imediatamente.
Até a divulgação a tarde desta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde reconhecia a existência de casos suspeitos em 14 países: México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Nova Zelândia, Israel, Alemanha, Áustria, Suíça, Holanda, China, Hong Kong e Dinamarca.
O Ministério da Saúde desde, quinta-feira, também decidiu que não chamará mais a doença de gripe suína e sim de influenza A (H1N1), conforme determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nesta quinta-feira, três pessoas que eram monitoradas no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte receberam alta após exames realizados pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, descartarem a possibilidade deles terem contraído o vírus da gripe suína.
Por determinação do Ministério da Saúde e após a confirmação de um caso de gripe suína na América do Sul, todos os voos internacionais que chegam aos aeroportos do país serão inspecionados por agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o coordenador da Anvisa no Rio, Marcelo Felga, os seis agentes que trabalham no Rio receberam apoio de 12 profissionais das secretarias municipal e estadual de Saúde. A elevação do nível de risco de uma pandemia, de 4 para 5, pela Organização Mundial de Saúde também contribuiu para a decisão.
No aeroporto Tom Jobim, no Rio, poucos passageiros de voos vindos dos Estados Unidos e do Panamá desembarcaram usando máscaras de proteção. Alguns funcionários da TAM que trabalham no desembarque de passageiros também usam proteção. Um deles contou que a empresa deixou seus funcionários à vontade para optar pelo uso ou não das máscaras.
Funcionários da Receita Federal e agentes de segurança da Infraero também passaram a trabalhar, na área restrita do Aeroporto Internacional Tom Jobim, com máscaras e luvas como forma de não ficarem expostos ao contato direto com passageiros. A medida passou a ser adotada nesta quarta na recepção de todos os voos internacionais.
Márcio Roberto Santezo Baptista, chefe da equipe de conferência de bagagem, informou que a decisão de usar máscaras e luvas foi tomada pelos próprios funcionários. Ao todo, são 60 fiscais na equipe da Receita no aeroporto.
No aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, fiscais da Anvisa de outros estados estão sendo convocados. O esquema foi implantado nesta sexta-feira. Antes, apenas os voos procedentes de países que já tinham confirmados casos como México, Estados Unidos e Canadá estavam sendo inspecionados pelos fiscais da Anvisa.
Da Agência O Globo
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