19/05/2009 - 9h51m
*Da Redação, com informações do Jornal da Manhã
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Caminhões carregados de soja já estão no Porto do Malhado, em Ilhéus. Depois de um ano, o produto volta a ser exportado pelo sul da Bahia, para a Europa e a Ásia. Os incentivos fiscais atraem as empresas exportadoras e movimentam a economia da região.
O porto de Ilhéus já foi referência na exportação de soja. Depois que duas grandes empresas deixaram de funcionar na cidade, a região viveu uma crise. Oitenta funcionários foram demitidos. Quase 800 mil toneladas do produto deixaram de ser escoadas pelo local.
‘A saída da mercadoria do nosso porto, há cerca de um ano, trouxe um declínio muito grande para a remuneração dos trabalhadores envolvidos nessa atividade e nós estivadores sofremos de maneira substancial essa perda’, revela Emerson Gomes Tavares, presidente do Sindicato dos Estivadores.
Depois de quase um ano sem exportar a soja, agora a mão-de-obra portuária pode comemorar. Incentivos estão sendo feitos para movimentar novamente a economia local e o resultado é uma fila de transportadores prontos para o trabalho.
‘Acho que é até prejuízo um porto desse porte ficar parado. Agora voltando a funcionar, com certeza, é bom para todo mundo’, prevê o transportador Emanoel Rodrigo Camargo dos Santos.
No depósito, muita soja. Uma carga de 120 mil toneladas já está vendida para o Japão e a Noruega. A quantidade do produto é bem menos do que o esperado, mas para eles é um bom começo.
‘O porto como um vetor de desenvolvimento econômico para uma região tem um impacto muito importante e positivo na cidade. Então, quando você tem movimentação no porto, há um reflexo na economia local’, afirma o coordenador de gestão portuária Eduardo Melquíades.
Até o fim do ano, está prevista e saída de pelo menos 120 mil toneladas de soja pelo porto de Ilhéus.
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